Anabolizantes e risco de câncer

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Um levantamento recente conduzido no Brasil analisou a correlação entre o uso indiscriminado e prolongado de hormônios e anabolizantes e o desenvolvimento de hepatocarcinomas. Essa forma de câncer de fígado corresponde a 90% de todos os tumores originários no órgão e é responsável por cerca de 15% de todas as mortes por falência hepática no mundo.

A pesquisa, feita a partir da análise de estudos clínicos, revisões de literatura e relatos de caso, traz indícios de que o desenvolvimento desta doença é mais comum em decorrência de abuso de anabolizantes por um tempo considerável (entre dois e sete anos), mas é ampliado pela questão da idade precoce. Dois terços das pessoas que acabam abusando dos esteroides anabolizantes começam a consumi-los a partir dos 16 anos.

Além disso, uma pesquisa sobre o comportamento dos brasileiros em relação ao câncer mostra que mais de 30% das pessoas de 18 a 29 anos não realizam qualquer exame preventivo contra a doença. O fato de os jovens começarem o uso de hormônios sintéticos tão cedo e o cuidado precário que eles dedicam à sua saúde criam uma situação de risco em que o diagnóstico do tumor supostamente advindo do abuso de esteroides pode ser tardio.

A SBOC – Sociedade Brasileira Oncologia Clínica recomenda que o uso de anabolizantes e hormônios seja condicionado à prescrição e acompanhamento de especialistas, como um endocrinologista ou ginecologista. Os efeitos dos esteroides anabolizantes para a dependência psicológica, problemas cardiovasculares, elevação do colesterol, aumento da pressão arterial, perda óssea e impotência sexual já́ são bem conhecidos e documentados. Com nossa análise da literatura revelando uma possível ligação com o câncer de fígado, a implantação de políticas públicas que alertem sobre os perigos do uso incorreto e sem supervisão de esteroides anabolizantes se torna ainda mais importante.

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Pesquisa Câncer de pâncreas metastático
O Instituto do Câncer Hospital São Vicente realiza estudo para pacientes com câncer de pâncreas metastático elegível para receber terapia de 1ª linha. O tratamento em estudo inclui quimioterapia isolada ou em combinação com um agente que visa aumentar a penetração e eficiência dos agentes antitumorais.
Informações: (54) 2103-4130.