Família diz acreditar que miss desaparecida no interior do Paraná ainda está viva

4

ós não estamos acreditando que ela esteja morta”, diz Agda de Lima Segantin, avó paterna da atual Miss Altônia, no noroeste do Paraná, Bruna Zucco. A jovem, de 21 anos, foi vista pela última vez na madrugada de quinta-feira (22) ao voltar da faculdade.

“Nós estamos tratando como desaparecimento”, complementa a avó, que tem 63 anos.

A Polícia Civil investiga o caso, e suspeita que um dos dois corpos encontrados carbonizados em uma picape, em uma estrada rural da cidade, seja da estudante.

De acordo com o delegado Izaias Cordeiro de Lima, no veículo foram encontrados pedaços de um telefone celular e de um caderno, que podem ser de Bruna.

No entanto, a confirmação depende do resultado de um exame de DNA que deve ficar pronto entre 30 e 60 dias.

A família da miss informou ao G1 que o material genético, que pode identificar se o corpo é ou não dela, foi colhido na manhã desta sexta-feira (23), no Instituto Médico-Legal (IML) de Umuarama.

A avó contou que ficou sabendo que a neta estava desaparecida por volta das 9h de quinta-feira, depois que a mãe de Bruna avisou o marido, por telefone, que não estava encontrando a filha.

Segundo Agda, ela e o marido saíram para procurar a neta, e resolveram ir até o local onde o veículo queimado foi encontrado. Chegando lá, havia muitos policiais, e nada que pudesse ser identificado.

“Queimou tudo, tudo, tudo… o que pudesse queimar, queimou. Sabe? A única coisa que eu vi lá, foi uma espiral de caderno, mas isso não prova também”, declarou.

Ainda conforme a avó, ela não tem informações sobre o reconhecimento de objetos que pudessem ser da neta.

“Se a família reconheceu alguma coisa, foi lá na delegacia, que eu não estou sabendo. Porque ainda não conversei sobre isso com a minha nora”, esclareceu.

Bruna Zucco foi eleita Miss Altônia em 2017 (Foto: Prefeitura de Altônia/Divulgação)Bruna Zucco foi eleita Miss Altônia em 2017 (Foto: Prefeitura de Altônia/Divulgação)

Bruna Zucco foi eleita Miss Altônia em 2017 (Foto: Prefeitura de Altônia/Divulgação)

A rotina de Bruna

A avó contou que Bruna cursa o segundo ano de psicologia em uma faculdade de Umuarama, a aproximadamente 80 km de Altônia. Todos os dias, ela pega um ônibus, às 17h, e volta para casa perto da meia-noite.

Quando desce do ônibus, a estudante precisa caminhar cerca de 300 metros para chegar em casa.

Agda disse que a neta é a melhor amiga dela. A avó paga a faculdade de Bruna e dá uma mesada para ela “comprar as coisinhas dela”.

“Você não sabe como a gente se dá bem. Ela é uma pessoa incrível, maravilhosa. Ela se dá bem com todo mundo”, declarou a avó.

A miss tem dois irmãos, um de nove e outro de quatro anos e tem uma boa relação com os pais. “Nunca andou com má companhia”, afirmou Agda.

As investigações

O outro cadáver encontrado no carro pode ser do empresário do município Valdir Brito Feitosa, que também está desaparecido desde a madrugada de quinta-feira, segundo o delegado. O carro foi reconhecido pelo irmão dele.

Material genético de familiares do empresário também foi colhido para a realização do exame de identificação.

Lima acredita que as investigações apontarão para o crime de homicídio.

A Polícia Civil vai pedir imagens de câmeras de estabelecimentos comerciais para tentar identificar o trajeto do veículo e possíveis pessoas envolvidas no crime.

Testemunhas ainda devem ser ouvidas pela Polícia Civil. O delegado Izaias Cordeiro de Lima acredita que o caso deve ser concluído em até 60 dias, depois da divulgação dos resultados dos exames de DNA.

Último contato

O namorado de Bruna, Diego Tamarozzi, diz que o último contato que teve com a namorada foi à 0h05, de quinta-feira, por uma mensagem. Depois disso, não teve mais informações dela.

“A mãe dela me ligou de manhã pedindo se ela estava comigo, disse que não. Não me preocupei porque achei que a Bruna estava na casa de uma amiga. Tudo mudou quando passei a receber algumas informações. Ao mesmo tempo que estou esperançoso que ela vai aparecer, vai estar viva, também estou muito triste com a possibilidade dela estar morta. A esperança vai e vem”, desabafa.

Veja mais notícias da região no G1 Norte e