Familiares, amigos e políticos se despedem de Wilson Barbosa Martins

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O corpo do ex-governador de Mato Grosso do Sul Wilson Barbosa Martins começou a ser velado na tarde de terça-feira (13) no Centro de Convenções Arquiteto Rubens Gil de Camillo, no Parque dos Poderes, em Campo Grande. Ele morreu, aos 100 anos, na madrugada desta terça-feira.

“Mato Grosso do Sul se despede de Wilson Barbosa Martins e a família agradece”, disse a filha Thaís Martins quando o caixão entrou no centro de convenções.

“Honradez”, definiu o sobrinho Celso Martins, completando que a causa da morte foi complicação cardíaca, que o coração à noite acelerou os batimentos e ocasionou um infarto. Ele destacou ainda que não esperava a morte para agora porque o tio estava bem disposto, apesar da idade.

Além de familiares, amigos e políticos também marcam presença no funeral. Entre eles a vice-governadora Rose Modesto (PSDB); o ex-governador e presidente do diretório regional do PMDB, André Puccinelli; Ricardo Bacha, que foi secretário de Obras e de Fazenda; Abdala Jallad, que foi chefe da Casa Civil; coronel Adib, criador do atual DOF (Departamento de Operações de Fronteira).

Rose Modesto afirmou que o ex-governador representou o desenvolvimento do estado e do país. “Hoje venho trazer a solidariedade à família, a gratidão pelos 100 anos que Deus proporcionou a ele e a nossa alegria de saber que por onde passou deixou uma semente. Hoje nós podemos colher também esses frutos dele”, disse.

A vice-governadora ainda definiu Wilson Barbosa Martins como homem íntegro e honesto. “Um exemplo para todos nós da classe política”.

Puccinelli frisou que a morte de Wilson Barbosa Martins representa o fim de um homem público que foi exemplo para o Brasil e Mato Grosso do Sul.

“Era um homem determinado que sofreu as vicissitudes da cassação política e, com a perseverança, foi seguido por muitos pelo seu exemplo de obstinação, correção. Foi o primeiro governador eleito do estado e que começou a estruturar o estado. Foi um dos maiores governadores que o estado já teve. Hoje é mais dia de reflexão do que falação”, declarou Puccinelli.

Segundo Ricardo Bacha, Wilson Barbosa Martins participou da vida pública até quando pode opinar, quando a doença o tirou da política, mas que a última avaliação que ele fez foi de que o estado estava fortificado.

“Foi um governador de inúmeras realizações como saneamento, levou a energia elétrica para região nordeste do estado, asfaltou a BR-262 de Três Lagoas a Corumbá, num momento profícuo, após a ditadura. No segundo legado, fez os ajustes das contas públicas com a implantação das bases. Hoje o estado está com dificuldades de investimento”, disse Bacha, que elencou também as qualidades como homem público.

“Ele era um homem íntegro, sério, cobrava responsabilidade dos comandados, era democrata no exercício do poder. Era talhado para a política, convivia com as pessoas, harmonizava na beligerância, acalmava quando estava em pé de guerra, exigia e fazia cumprir o que prometiam. Tudo isso compôs a eficácia da gestão dele.”

Wilson Barbosa Martins morreu, aos 100 anos, na madrugada de terça-feira, em casa, em Campo Grande. Nos últimos anos ele vivia recluso, em casa, em razão da saúde debilitada.

O velório ficou aberto ao público até as 22h e será reaberto às 6h desta quarta-feira. O corpo será sepultado no cemitério Parque das Primaveras, mas o horário ainda não está definido.

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