‘Operação Ponto Cego’: agente facilitava entrada de drogas na penitenciária

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A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quinta-feira (19), a Operação Ponto Cegopara desarticular uma organização criminosa de tráfico de drogas com ramificações dentro do Presídio de Segurança Média de Três Lagoas, que fica a 338 quilômetros de Campo Grande.

Segundo informações da Polícia Federal, foram cumpridos nove mandados de prisão preventiva, 11 de busca e apreensão na cidade e um mandado de prisão, em Campo Grande, onde já se encontrava preso um dos integrantes da quadrilha no Centro de Triagem.

Um dos investigados na operação é um agente penitenciário. Na casa dele foram apreendidos documentos e celulares, que serão analisados. O servidor foi afastado do cargo preventivamente por decisão judicial.

Alexandro da Cruz Faria, apontado pela PF como o chefe da organização criminosa, já estava preso no estabelecimento penal de Três Lagoas. Sua esposa, cunhados e irmãos seriam, segundo a PF, os responsáveis pelo ‘negócio’ da família do lado de fora da penitenciária.

As investigações começaram há um ano e, durante este período, duas apreensões foram feitas pelos agentes, resultando na apreensão de um total de 260 quilos de drogas. Todos os membros da família, integrantes da organização, foram presos.

Nome da Operação

O nome da operação é em alusão ao chefe da quadrilha, Alexandro, que tem o apelido de ‘Zóio’.