Prisão de matador de Rafaat evidencia: PCC e CV chefiam tráfico na fronteira com o Paraguai

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A prisão de Elton Rumich da Silva, apelidado de Galã, 34 anos, preso na noite dessa terça-feira (27), acusado por policiais do Rio de Janeiro de ser um dos fortes fornecedores de drogas no estado carioca, confirma o que a polícia paraguaia já desconfiava e havia divulgado, em junho do ano passado: a linha de fronteira que separa Mato Grosso do Sul do Paraguai é comandada pelo PCC (Primeiro Comando da Capital) e também o CV (Comando Vermelho), rivais e duas das principais organizações criminosas do Brasil.

É dali que sai para as cidades centrais brasileiras, drogas como maconha e cocaína e os fuzis usados por traficantes que habitam os morros do Rio, por exemplo.

Galã, que foi preso num atelier de tatuagem, em Ipanema, no Rio, teria sido o mentor do cinematográfico assassinato de Jorge Rafaat Toumani, tido em Pedro Juan Cabellero, no Paraguai, como um dos mais fortes empresários do comércio – ele mantinha negócios legais -, mas, também líder do tráfico de drogas na região.

Rafaat, que circulava na cidade com ao menos dez seguranças, morreu numa emboscada vítima de tiros disparados de uma metralhadora antiaérea calibre 50, na noite de 15 de junho de 2016.

Tamanha era a força do armamento que os projéteis atravessaram a lataria do veículo que transportava Raafat, uma caminhonete importada, blindada e despedaçou o corpo do megatraficante.

Rafaat, embora sem ser capturado, já tinha sido condenado em MS por tráfico internacional de drogas e era investigado em Pedro Juan por crimes ligados à lavagem de dinheiro.

GALÃ

Elton Rumich, o Galã, tentou escapar da prisão em flagrante, exibindo aos policiais cariocas documentação falsa, mas não deu certo. Para a polícia do Rio, ele era um dos criminosos mais procurados tanto no Brasil quanto no Paraguai.

De acordo com a polícia carioca, Galã agia na fronteira com o Paraguai no tráfico de drogas e seus negócios envolviam as facções PCC e CV.

Um mês depois da morte de Rafaat, segundo a polícia carioca, por pouco Galã não foi fuzilado na região de fronteira.

Ele e um grupo de ao menos dez homens sofreram um atentado a bala, quatro dos quais, brasileiros, morreram no confronto. Galã levou dois tiros, foi resgatado, levado para a uma fazenda no Paraguai, onde se recuperou.