Seis meses após crime, mulher que matou ‘amigo’ em fazenda é presa na Capital

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Marielli Simões Burgo, suspeita de matar um agropecuarista em 10 de julho do ano passado, foi presa nesta sexta-feira (2) pelos investigadores da 5ª Delegacia Civil de Campo Grande. A vítima foi morta com um tiro no coração durante uma confraternização na fazenda em que morava com a esposa em Nioaque, município distante aproximadamente 171 quilômetros da Capital.

De acordo com o delegado João Reis, o Ministério Público Estadual expediu o pedido de prisão preventiva e, desde então, a autora estava sendo monitorada pelos investigadores havia uma semana. Ela respondia o processo em liberdade quando foi localizada escondida em uma residência no bairro Jardim Monumento, Reis ressaltou que a mulher não sabia que estava sendo procurada pela Justiça. Após ser presa, Marielli foi ouvida e encaminhada para o Instituto de Medicina e Odontologia Legal (Imol), onde realizou o exame de corpo delito.

Crime

Conforme o delegado, Marielli Burgo estava com amigos na Fazenda São Francisco quando teve um desentendimento com a vítima e efetuou 2 disparos com uma arma de fogo. Reinaldo Martins Souza, mais conhecido como Caburé, foi atingido no coração e morreu na hora. A motivação do crime não foi divulgada pelo delegado devido ao inquérito ainda estar em tramitação.

Versão

Na versão da autora para a imprensa, ela estava na fazenda com mais alguns amigos quando Caburé ficou descontrolado e pegou a arma para ameaçar a esposa. No calor da emoção, o homem, de 59 anos, deixou a pistola cair e foi contido por 2 homens. Caburé teria dado golpes na cabeça de Marielli com um facão, momento em que ela afirma ter efetuado os disparos.

“Eu tentei ir embora naquele dia às 17h, mas os meus amigos pediram para eu voltar. Ele veio para cima de mim e eu me defendi, inclusive ele estava na frente da minha sobrinha de 4 anos. Se eu tivesse morta, eu seria a bozinha. Eu tinha dó dele porque ele não tinha ninguém, nós éramos amigos. Me sinto arrependida porque nada justifica tirar uma vida”.