Dificuldade na pandemia levou mãe procurar reforço e hoje filho de 9 anos escreve livro

0

Um garoto que vive na Itália com a família e se depara com um dilema ao não saber se a experiência vivida por ele foi sonho ou realidade. Esse é o enredo de “As aventuras de Mário”, livro infantil lançado no último sábado (18), em Dourados.

 

Essa é a primeira obra do autor Rian Victorio Onishi, de apenas nove anos, estudante do 4º ano do fundamental I. Mesmo tento contato com mundo dos livros desde muito pequeno, foi nas aulas extracurriculares de literatura e escrita criativa que ele conseguiu expressar toda a sua criticidade.

 
 
 
 
 
 
 

De acordo com a mãe do pequeno autor, Aline Faustino, “antes disso ele era aquele aluno que não gostava de copiar o conteúdo do quadro na escola, nem de fazer as tarefas e durante a pandemia a dificuldade aumentou porque tínhamos que fazer tudo em casa”, explicou.

A mudança teve início em 2021, quando os pais decidiram procurar ajuda, com as aulas da professora Andreia de Oliveira. “O reforço escolar trabalhou com ele temas de seu interesse, de forma lúdica, respeitando seu tempo, até despertar o gosto e o interesse pela escrita”, contou a mãe.

De acordo com a professora Andreia, “a procura da mãe Aline pelo trabalho veio como uma possibilidade de despertar no Rian o interesse pela leitura e interpretação textual e, com isso, melhorar a escrita. Todavia, eu logo percebi que ele não possui limitações, pelo contrário, ele era/é uma criança muito criativa e era preciso potencializar isso”, explicou.

A princípio, a intenção era que ele rascunhasse algumas ideias, mas segundo a professora, o resultado foi mais satisfatório. “O processo da criação do livro foi divertido e ao mesmo tempo muito sério. O Rian é perfeccionista. Ele lia, relia. Voltava para às aulas sempre com ideias e, assim, sem pressa, ele foi dando vida a personagem, construindo o enredo, o espaço”, relatou.

De acordo com Andreia, as aulas acontecem de forma individual ou coletiva (no máximo 5 crianças ou adolescentes). Elas respeitam a identidade do aluno ou do grupo e são vitais para estimular a fantasia, dar liberdade para o processo criativo, contribuindo com a capacidade de se autoconhecer, acessar outras culturas, saberes.

Andreia ainda conta que lembra como se fosse hoje, Rian e Fernanda Bonelli, a ilustradora, sentados na sala da sua casa planejando cada detalhe do primeiro livro. O material foi editado pela Biblio Editora e está disponível no site www.biblioeditora.com.br.