Delaração de Riedel sobre o caso Bolsonaro leva o PT a romper com o Governo MS

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em reunião realizada na tarde desta sexta-feira, o Partido dos Trabalhadores (PT) fez o anúncio oficial dando conta de que deixa a base do governador Eduardo Riedel (PSDB) a partir da data de ontem. O anúncio foi feito durante a entrevista coletiva de imprensa concedida na sede do diretório do partido, em Campo Grande. Com a saída do governo tucano, os petistas também pedem que seus indicados entreguem os 25 cargos que ocupam no Poder Executivo estadual.

“A bancada estadual, a bancada federal, o conjunto de lideranças do PT, entende que essa relação então se torna insustentável. E a decisão política então é a saída do governo”, pontuou o presidente estadual do partido, Vladimir da Silva Ferreira.

Riedel classifica prisão domiciliar de Bolsonaro de excesso judicial

O número de cargos não foi oficialmente divulgado pelo PT, mas atualmente 25 deles são ocupados por nomes ligados ao grupo petista, entre eles Viviane Luiza da Silva, à frente da Secretaria de Estado de Cidadania.

Vander Loubert, Vladmir e a Gleice Jane durante a coletiva desta tarde (FOTO – OSMAR VEIGA)

O anúncio desta sexta-feira ocorreu em razão da insatisfação dos petistas com o posicionamento recente de Riedel em relação à forma como o ex-presidente Jair Bolsonaro vem sendo tratado pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Na terça-feira, via redes sociais, o governador Edardo Riedel criticou a decisão do ministro Alexandre de Moraes que determinou a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo o governador, “prisão domiciliar, com restrição de direitos fundamentais e sem julgamento concluído, são excessos judiciais que geram temerária escalada da tensão política e jurídica no país”.

Na entrevista coletiva à imprensa, da tarde desta sexta-feira, o deputado estadual Pedro Kemp (PT) classificou a nota do chefe do governo estadual como uma manifestação evidente de apoio à extrema direita. “Acredito que com a nota o governador deixa claro com quem que ele quer fazer política aqui no Estado. Nós ficamos numa situação desconfortável participando do governo e o governo defendendo a extrema direita”, pontuou o parlamentar.

O deputado estadual, Pedro Kemp declarou que a nota de Riedel representa apoio a extrema direita (FOTO – OSMAR VEIGA) 

Em relação aos cargos, Vladimir fez questão de enfatizar que o convite partiu do próprio governador no cenário político onde o partido declarou apoio à sua candidatura no segundo turno das eleições.

“E o PT decidiu participar. Por quê? Porque nós entendemos naquele momento que nós tínhamos um cenário muito polarizado no Brasil e que nós queríamos contribuir no Estado para construir uma frente de apoio”, destaca.

Com isso, a orientação do partido é para que seus aliados entreguem os cargos, porém a decisão final caberá a cada um. “Os companheiros que, por ventura, permaneceram no governo, não permanecerão com a anuência da direção do PT. Se o governador pedir um período de transição, nós vamos avaliar que período é esse, mas a decisão política do PT está tomada”, concluiu o presidente do diretório estadual.

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