quarta-feira, agosto 5, 2026

Acidente entre van da saúde, caminhão e pick-up deixa quatro mortos na MS-156

0

O grave acidente registrado na noite de terça-feira (4), na rodovia MS-156, entre Amambai e Tacuru, terminou com quatro pessoas mortas. A colisão envolveu uma van da Secretaria Municipal de Saúde de Sete Quedas, um caminhão e uma Fiat Strada.

Conforme as informações apuradas, a van seguia pela rodovia quando o motorista tentou desviar de um caminhão carregado com lenha que estava parado sobre a pista. Durante a manobra, o veículo invadiu a pista contrária e bateu de frente com a Fiat Strada.

Três pessoas morreram ainda no local: Gabriel Silva Costa, de 20 anos, Sônia Aparecida Pinheiro, de 50 anos, e Waldenir Pereira de Souza, de 68 anos.

A quarta vítima foi Antônio Souza Pinto, de 76 anos. Ele chegou a ser socorrido e encaminhado ao Hospital da Vida, em Dourados, mas não resistiu aos ferimentos.

A Fiat Strada era conduzida por Paulo Mateus Rui de Oliveira Garcia, de 21 anos, e tinha como passageiro Caique, de 22 anos. Ambos foram socorridos e encaminhados para atendimento médico.

A van da Secretaria de Saúde era conduzida por Altair, de 62 anos. O estado de saúde dele e dos demais ocupantes da van não é considerado grave.

Equipes da Polícia Civil, da Polícia Científica e da Polícia Militar Rodoviária atenderam a ocorrência. As circunstâncias do acidente seguem sendo investigadas e a perícia deverá apontar as responsabilidades pela colisão.

Flávio Bolsonaro anuncia deputado Alfredo Gaspar como vice na chapa dele à Presidência

0

Candidato à Presidência da República, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) anunciou nesta quarta-feira (5) que o deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL) será o candidato à vice-presidente na chapa dele nas eleições deste ano.

Gaspar é ex-promotor de Justiça, foi procurador-geral de Justiça e secretário de Segurança Pública do estado. Eleito para a Câmara em 2022, ganhou projeção nacional como relator da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS.

No discurso que anunciou Gaspar na chapa, Flávio destacou a atuação do deputado federal na segurança pública e a ligação dele com Alagoas e os demais estados do Nordeste.

“É uma pessoa que eu aprendi a admirar, todos vocês aqui aprenderam a admirar pela coragem, honestidade, pela sua história em frente à segurança pública. Alguém que já foi promotor de Justiça, chefe de ministério público do seu estado. Alguém que enfrentou e defendeu os nossos aposentados na CPMI do INSS. Alguém que pediu a prisão do Lulinha porque tinha culpa no cartório. E alguém que representa o Nordeste de fato”, afirmou Flávio, durante a coletiva de imprensa.
Flávio Bolsonaro anuncia Alfredo Gaspar como vice. — Foto: Reprodução/ Youtube
Flávio Bolsonaro anuncia Alfredo Gaspar como vice. — Foto: Reprodução/ Youtube

Presença feminina
O evento contou com a presença de mulheres que chegaram a ser ventiladas como possibilidades para integrantes da chapa, como a senadora Tereza Cristina (PP) e a ex-presidente da Caixa Daniella Marques (Republicanos).

Pensando em atrair mais votos entre as mulheres — 52,8% do eleitorado —, a campanha de Flávio Bolsonaro passou as últimas semanas em busca de uma mulher para compor a chapa. No entanto, após o anúncio de neutralidade dos respectivos partidos, elas acabaram barradas.

Porém, no evento desta quarta, fizeram breves pronunciamentos em defesa da candidatura de Flávio.

Tereza Cristina agradeceu o convite para ser vice, mas disse que não pode aceitar por questões partidárias. Daniella Marques, por sua vez, falou da importância do desenvolvimento de políticas voltadas para a defesa das mulheres.

Neutralidade dos partidos
A definição da chapa de Flávio Bolsonaro ocorreu após semanas de negociações do partido para tentar ampliar o arco de alianças no campo da centro-direita.

Uma das possibilidades discutidas nos bastidores era que a vaga de vice fosse ocupada por um nome indicado por legendas como o Republicanos ou pela federação União Brasil-PP, como forma de formalizar o apoio dessas siglas à candidatura presidencial.

No entanto, tanto o Republicanos quanto a federação formada por União Brasil e Progressistas decidiram não integrar uma coligação presidencial e anunciaram neutralidade na disputa.

Diante desse cenário, o PL optou por uma chapa pura e escolheu o deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL) para compor a candidatura ao lado de Flávio Bolsonaro.

Bienvenido transforma sonho em compromisso e abre uma nova era na formação médica da Universidade Interamericana

0
Bienvenido transforma sonho em compromisso e abre uma nova era na formação médica da Universidade Interamericana
Pode ser uma imagem de uma ou mais pessoas, multidão e texto
“Lembrem-se sempre do motivo que trouxe cada um até aqui. A medicina exige dedicação, disciplina e responsabilidade.” Foi com esse recado que o CEO da Universidade Interamericana, Carlos Bernardo, começou seu discurso durante o Bienvenido 2026.2, a tradicional cerimônia de recepção aos novos acadêmicos de Medicina. Diante de um auditório tomado por pais emocionados e estudantes prestes a iniciar uma das jornadas mais desafiadoras da vida, a mensagem foi clara: mais do que ingressar em um curso superior, aqueles jovens estavam assumindo o compromisso de cuidar de vidas.
O evento marcou o primeiro capítulo da trajetória de centenas de futuros médicos que escolheram a Universidade Interamericana, instituição reconhecida por ser uma das que mais aprova brasileiros no Revalida. Entre abraços, lágrimas, expectativas e o simbólico Juramento do Jaleco, o Bienvenido reafirmou um dos principais pilares da universidade: formar profissionais tecnicamente preparados, mas, acima de tudo, humanos.
Muito antes da colação de grau, vestir o jaleco representa assumir a responsabilidade de servir, acolher e preservar vidas. Para muitos estudantes, aquele foi o instante em que um sonho antigo deixou de ser apenas um desejo para se tornar um compromisso

Votos em branco e nulos não interferem no resultado das urnas

0

Uma dúvida frequente em períodos eleitorais é o que acontece quando o eleitor vota em branco ou nulo. Embora exista diferença formal entre os dois, votos em branco e votos nulos não entram no cálculo dos votos válidos e não interferem no resultado das eleições. E não existe possibilidade de cancelamento do pleito, caso mais da metade dos eleitores decida anular seu voto.

Conforme o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o voto em branco é aquele no qual o eleitor não manifesta preferência por nenhum dos candidatos. Tecnicamente, o voto em branco ocorre quando o eleitor pressiona a tecla “branco” e depois a tecla “confirma” na urna eletrônica. Antes do surgimento do sistema eletrônico, para votar em branco bastava não assinalar a cédula de votação, deixando-a em branco.

Já o voto nulo é registrado quando o eleitor digita um número inexistente na urna e confirma a operação.

O consultor legislativo do Senado Gilberto Guerzoni explica que esses votos não entram na contagem dos votos válidos, utilizada para definir o resultado das eleições. Segundo ele, essas opções não produzem efeitos sobre o cálculo eleitoral.

— A diferença, nesses casos, se refere apenas à forma como cada eleitor deseja invalidar o próprio voto. Pode-se afirmar, do ponto de vista político, que o voto em branco traduz mais o desinteresse do eleitor pelas eleições, enquanto o voto nulo simboliza a rejeição a todos os candidatos apresentados. Mas, do ponto de vista prático, os dois votos são considerados não válidos e não afetam o resultado das eleições — disse o especialista em entrevista à Agência Senado.

Revogação

Até 1997, os votos em branco afetavam os resultados das eleições proporcionais (para deputados federal, estadual e distrital, além de vereador). Segundo Guerzoni, esses votos eram considerados válidos para o cálculo do quociente eleitoral. Ou seja, podiam pesar para excluir um partido político da distribuição das vagas.

A previsão foi revogada pela Lei 9.504, de 1997, e os votos em branco, assim como os nulos, deixaram de ser contados para esse fim.

— Igualmente, os votos brancos e nulos não são contados para a realização do segundo turno das eleições para presidente da República, governador e prefeito, que foi instituído pela Constituição de 1988. Assim, o eleitor que vota branco ou nulo está, efetivamente, se abstendo de participar do resultado das eleições, deixando a decisão para os demais eleitores.

Guerzoni esclarece também que o resultado da eleição não é alterado caso mais de 50% do eleitorado decida anular o voto. Segundo o consultor, a definição do resultado eleitoral considera apenas os votos válidos.

— Do ponto de vista do direito eleitoral, nada acontece se metade dos eleitores anular seu voto. Claro que, do ponto de vista político, se isso ocorrer, poderá gerar debate sobre a legitimidade dos eleitos. Vale registrar que o Código Eleitoral prevê a anulação da eleição quando a Justiça Eleitoral declarar a nulidade de mais da metade dos votos dados a candidatos em um determinado pleito. Esse comando, entretanto, somente se aplica aos votos anulados pela Justiça Eleitoral por algum tipo de vício. Não se aplica aos votos nulos depositados pelo eleitor.

Manifestação legítima

Guerzoni ressalta que votos em branco e nulos não produzem efeitos sobre o resultado eleitoral. Segundo ele, essas opções podem representar uma forma de manifestação política do eleitor.

— Formalmente, os candidatos serão eleitos pelos votos dos demais eleitores, independentemente da sua quantidade. Ou seja, votar branco ou nulo é um registro político absolutamente legítimo, mas, no nosso sistema eleitoral, significa abrir mão de decidir quem será eleito. Entendo que essa decisão só cabe ao eleitor. Só acho importante que ele saiba do significado e dos limites de tomar essa decisão — afirma.

AMAMBAI

0

Câmara de Amambai retoma os trabalhos legislativos com aprovação de projetos, apresentação de indicações e debate sobre proposta previdenciária

por Rodrigo Domingues de Oliveira — publicado 04/08/2026 09h11, última modificação 04/08/2026 09h11
A Câmara Municipal de Amambai realizou, na manhã desta segunda-feira (03), a 23ª Sessão Ordinária de 2026, marcando a retomada das atividades legislativas após o recesso parlamentar. Os trabalhos foram conduzidos pelo presidente da Casa, vereador Darci José da Silva, que destacou o compromisso dos parlamentares com a continuidade das ações em benefício da população.
Câmara de Amambai retoma os trabalhos legislativos com aprovação de projetos, apresentação de indicações e debate sobre proposta previdenciária

Durante o expediente, foi aprovada por unanimidade a ata da sessão anterior e lidas correspondências encaminhadas pelo Poder Executivo, entre elas os Projetos de Lei nº 017, 018 e 019/2026, que tratam, respectivamente, da regulamentação do funcionamento das farmácias e drogarias em regime de plantão, da autorização para contratação de operação de crédito junto ao Banco do Brasil e da reorganização administrativa do Cemitério Municipal Crepúsculo. As três matérias foram encaminhadas às comissões permanentes para análise.

Antes da apresentação das indicações, a sessão foi suspensa por alguns minutos para reunião entre os vereadores. Na retomada dos trabalhos, foi apreciado e aprovado um requerimento coletivo apresentado pela vereadora Cida Farias solicitando a inclusão em pauta do Projeto de Lei nº 016/2026, que trata da reestruturação do Regime Próprio de Previdência Social dos Servidores Municipais (Previbai). O objetivo do requerimento foi permitir a leitura oficial da matéria e o início de sua tramitação legislativa, possibilitando a análise pelas comissões permanentes, diante da necessidade de discussão sobre os impactos da proposta para os servidores e para a regularidade previdenciária do município. Durante o debate, vereadores ressaltaram que a inclusão em pauta não significava aprovação do projeto, mas o início formal de sua análise, garantindo tempo para estudos, reuniões técnicas e eventuais pedidos de esclarecimento antes da votação em plenário. O requerimento foi aprovado por unanimidade.

Na sequência, foram apresentadas as indicações parlamentares.

Indicação nº 193/2026, de autoria da vereadora Cida Farias, propõe a ampliação do acordo de cooperação técnica com a Receita Federal para integrar as ferramentas do projeto Balcão Gov.br aos Pontos de Atendimento Virtual (PAV Urbano e PAV Indígena), permitindo que os cidadãos possam criar, desbloquear e elevar o nível de suas contas Gov.br diretamente nos atendimentos realizados em Amambai.

O vereador Dr. Cassiano Cardozo apresentou a Indicação nº 194/2026, solicitando a aquisição de um Castramóvel para realização de campanhas permanentes de castração de cães e gatos na área urbana, comunidades rurais e aldeias indígenas, fortalecendo as políticas públicas de proteção animal e saúde pública.

Por meio da Indicação nº 195/2026, o presidente Darci José da Silva solicitou a revitalização das rotatórias localizadas na Avenida Pedro Manvailer, incluindo melhorias na sinalização horizontal e vertical, pintura de faixas de pedestres, paisagismo e demais intervenções voltadas à segurança viária e valorização dos espaços urbanos.

A vereadora Talyta Escobar apresentou a Indicação nº 196/2026, propondo a pavimentação asfáltica de aproximadamente 100 metros da Rua Sebastião Espíndola, no trecho entre as ruas Duque de Caxias e General Câmara, visando melhorar a mobilidade e solucionar problemas enfrentados pelos moradores, principalmente em períodos de chuva.

Já a vereadora Rosa da Saúde protocolou a Indicação nº 197/2026, sugerindo alterações na legislação do Programa Renda Cidadã para garantir a concessão de uma cesta básica mensal aos beneficiários após o encerramento de seus contratos, oferecendo suporte às famílias durante o período de desemprego.

Na área ambiental, o vereador Paulo Sérgio Locutor apresentou a Indicação nº 198/2026, solicitando que o município busque junto ao Governo do Estado a inclusão de Amambai em programas de repovoamento dos rios com espécies nativas de peixes, fortalecendo a preservação ambiental, a pesca e o turismo sustentável.

O vereador Roberto Sangue Bom apresentou a Indicação nº 199/2026, propondo a aquisição de uma maca infantil para coleta de sangue nos postos de saúde, destinada ao atendimento de crianças de até dois anos, proporcionando mais conforto e segurança aos pequenos pacientes e aos profissionais da saúde.

Na Indicação nº 200/2026, o vereador Jota Roberto solicitou que a Rua Projetada A, no Residencial dos Ipês, receba o nome de Dirce Alves de Aguiar, em homenagem à cidadã que fez parte da história e do desenvolvimento do município.

O vereador Runes Sabão apresentou a Indicação nº 201/2026, solicitando a manutenção e revitalização do canteiro central localizado em frente às futuras instalações da AD Motos, nas proximidades do Presídio e da empresa Exata Materiais para Construção, buscando melhorar a segurança e o aspecto urbanístico da região.

Por meio da Indicação nº 203/2026, o vereador Éder Pinzan sugeriu que o município estude a contratação de um massoterapeuta para integrar a equipe multiprofissional do Hospital Regional de Amambai, oferecendo atendimento complementar aos pacientes internados e fortalecendo as ações de humanização da saúde.

A vereadora Lígia Borges apresentou a Indicação nº 204/2026, propondo a revitalização completa do canteiro central da Avenida Pedro Manvailer, incluindo paisagismo, manutenção da iluminação, recuperação dos meios-fios, instalação de bancos e lixeiras e outras melhorias para valorização do principal corredor urbano da cidade.

Encerrando as proposições, o vereador Joanir Martins apresentou a Indicação nº 205/2026, solicitando estudos para transformar o campo de futebol da Aldeia Limão Verde em um Mini Estádio Comunitário, ampliando as oportunidades para a prática esportiva, o lazer e a integração da comunidade indígena.

Com o retorno das atividades legislativas após o recesso parlamentar, a Câmara Municipal de Amambai inicia um novo ciclo de discussões e deliberações voltadas ao desenvolvimento do município. As indicações apresentadas pelos vereadores reforçam o compromisso do Legislativo com as demandas da população, abrangendo áreas como saúde, infraestrutura, meio ambiente, assistência social, inclusão digital, esporte e bem-estar animal.

As matérias encaminhadas pelo Poder Executivo e os projetos que passam a tramitar na Casa seguirão agora para análise das comissões permanentes, onde serão discutidos de forma técnica antes de serem submetidos à apreciação do Plenário. Todo o andamento das proposições pode ser acompanhado pela população por meio dos canais oficiais da Câmara Municipal de Amambai, garantindo transparência e participação no processo legislativo.

Ao final da sessão, o presidente agradeceu a presença dos vereadores, servidores e da população, reforçando o compromisso da Câmara Municipal com a transparência e o diálogo com a comunidade.

📲 Acompanhe o trabalho do Poder Legislativo pelas redes sociais da Câmara Municipal de Amambai e assista às sessões ordinárias ao vivo pelo nosso canal no YouTube.

Acidente na região de fronteira deixa uma pessoa morta e duas feridas

0

Uma pessoa morreu e outras duas ficaram feridas após um acidente ocorrido na tarde desta terça-feira, dia 04 de agosto, no trecho entre Ponta Porã e Antônio João, na região de fronteira com o Paraguai. O Corpo de Bombeiros foi acionado e prestou atendimento às vítimas.

Os dois feridos foram encaminhados ao Hospital Regional de Ponta Porã. Até o momento, não foram divulgadas informações sobre o estado de saúde deles.

Segundo o site Ponta Porã News, a identidade da vítima fatal ainda não foi informada.

Equipes da Polícia Militar Rodoviária Estadual, da Polícia Científica e da Polícia Civil estão no local realizando os procedimentos necessários para o registro da ocorrência e os levantamentos periciais.

As causas e as circunstâncias do acidente ainda não foram informadas e deverão ser apuradas pelas autoridades.

Mato Grosso do Sul tem dois policiais militares para cada 1 mil habitantes

0

Para cada 1 mil habitantes, Mato Grosso do Sul tem 2 policiais militares e menos de um bombeiro e policial civil, conforme a segunda edição do Raio-X das Forças de Segurança Pública do Brasil, estudo do Fórum Brasileiro de Segurança Pública divulgado nesta terça-feira (4).

Os dados têm como ano-base 2025 e apontam que, na soma de todas as corporações, somando também perícia oficial e Polícia Penal, o efetivo é de 14.022 no Estado.

A pesquisa mostra ainda que há déficit nas polícias em Mato Grosso do Sul.

Os cálculos sobre o déficit de policiais são feitos com base nas diferenças entre o tamanho real da corporação e os efetivos previstos pelos governos em lei ou planejamentos orçamentários. Os pesquisadores ponderam, no entanto, que nem sempre esses números estão atualizados em relação à demanda. ‘É o que cada Estado define como o seu ideal. Não existe uma métrica internacional para isso’, diz Lima.

Com relação à Polícia Militar, o efetivo existente, de 5.948 policiais, corresponde a 56,1% do previsto, que é de 10.602. Na Polícia Civil, há 1.945 policiais em atuação, enquanto o efetivo previsto é de 2.970.

‘Esses números sugerem que as polícias estaduais – responsáveis pela maior parte do policiamento ostensivo e da investigação criminal no país – seguem operando em ritmo de reposição mínima, sem ampliação substantiva de sua capacidade operacional, o que pode ser explicado em função dos limites fiscais para sua expansão’, apontam os pesquisadores.

No caso da Polícia Civil, que tem o segundo maior efetivo entre as forças de segurança e opera hoje com 65,5% de sua capacidade ideal, o déficit acompanha o que ocorre em todo o Brasil. ‘É preocupante e revela cenário crítico de defasagem institucional em todo o território nacional’, diz a pesquisa.

O quadro gera alertas especialmente por causa do contexto de avanço dos golpes, dos feminicídios e do crime organizado, para os quais o policiamento ostensivo tem efeito limitado e frentes mais especializadas trazem respostas mais efetivas.

‘Está faltando investigação criminal no Brasil’, afirma Renato Sérgio de Lima, diretor-presidente do Fórum.

Em relação à remuneração, a média bruta da PM de Mato Grosso do Sul é de R$ 9.145,13, enquanto a da Polícia Civil é de R$ 14.567,67.

Além das polícias e Corpo de Bombeiros, a pesquisa aponta que, a nível estadual, as guardas municipais são a quarta força de segurança com mais agentes, atrás da PM, Polícia Civil e Polícia Penal. No Brasil, a guarda é a segunda maior força em efetivo.

A pesquisa aponta que há um crescimento das guardas, mas que falta controle, destacando que ao longo dos últimos anos, as guardas têm passado a ser cada vez mais beligerantes e infladas pelas prefeituras, em espécie de ‘municipalização da segurança pública’, mas que isso não necessariamente tem se revertido em mais controle da atividade dos agentes.

‘Esse é um desafio, ainda mais com a possibilidade de a PEC (Proposta de Emenda à Constituição apresentada pelo governo federal) da Segurança ser votada (no Senado) ainda neste semestre, com texto que atribui mais papel a elas (guardas) na segurança pública’, disse Lima.

Família pede R$ 1 milhão por morte de ambulante em show do Guns N’ Roses

0

A viúva de Leandro Pereira Alfonso entrou com uma ação contra a Santo Show Produções e Eventos e a Mercury Concerts Ltda pela morte do marido e atribuiu à causa o valor de R$ 1 milhão por danos morais e pensão. Leandro morreu após passar mal no lado de fora da estrutura montada para o show da banda Guns N’ Roses, realizado no dia 9 de abril, no Autódromo Internacional em Campo Grande.

A ação foi protocolada no dia 22 de julho pelo advogado Aristogno Espíndola da Cunha contra a empresa de Campo Grande, Santo Show e a Mercury, produtora de São Paulo, responsável pela turnê do Guns.

A juíza Gabriela Müller Junqueira, que atua em substituição legal na 8ª Vara Cível, recebeu o processo, concedeu justiça gratuita à família e determinou a realização de audiência de conciliação no dia 3 de novembro deste ano.

Na petição, consta que Leandro tinha 46 anos e trabalhava como supervisor em uma empresa de telecomunicações. Na noite do show, fazia renda extra com a venda de água nas proximidades do autódromo.

Segundo relato na ação, Leandro passou mal por volta das 21h31, às margens da BR-262, em meio ao congestionamento formado no acesso ao evento. “O que se seguiu foi uma cena de desespero e impotência’, alegou o advogado.

Pessoas que seguiam a pé para o show começaram a pedir socorro. Duas médicas e outros profissionais de saúde que estavam entre o público iniciaram as manobras de reanimação. A petição sustenta, porém, que “nenhuma ambulância oficial chegou ao local para prestar o socorro adequado’.

De acordo com o processo, Leandro permaneceu caído às margens da rodovia e recebeu somente os primeiros atendimentos prestados por voluntários. Não havia, conforme a família, oxigênio, desfibrilador, kit de intubação ou equipamentos para suporte avançado de vida.

“A assistência prestada restringiu-se às manobras de reanimação manual’, diz um dos trechos da ação. O advogado argumenta que os voluntários não tinham condições de realizar ventilação adequada ou oxigenoterapia diante da gravidade do quadro clínico.

A certidão de óbito anexada ao processo aponta choque cardiogênico, cardiomiopatia hipertrófica, doença coronariana aguda aterosclerótica e hipertensão arterial sistêmica como causas da morte.

A petição afirma que a estrutura de emergência existente dentro do evento não teria se deslocado para atender Leandro porque ele estava na área externa. Para o advogado, as produtoras deveriam ter considerado toda a região afetada pelo show, incluindo as vias de acesso, os pedestres e os trabalhadores que circulavam no entorno.

O processo também relaciona a falta de atendimento ao congestionamento quilométrico registrado na BR-262. Segundo a defesa da família, o trânsito impediu a chegada de viaturas de emergência e deixou a ambulância existente dentro do autódromo inacessível para quem estava do lado de fora.

“Leandro não resistiu. Faleceu ali mesmo, no meio-fio da rodovia, cercado por estranhos que tentavam salvá-lo’, afirma a petição. Na sequência, o advogado acusa a estrutura montada para o evento de ter “fracassado de forma absoluta’.

Ainda de acordo com o processo, o corpo permaneceu no local até a manhã seguinte. O documento afirma que a retirada ocorreu por volta das 7h do dia 10 de abril, depois de a morte ter sido constatada pelo Corpo de Bombeiros. O advogado usa essas circunstâncias para sustentar que a família sofreu um dano maior do que aquele naturalmente provocado pela perda de um parente.

Agonia – Ao justificar o pedido de indenização por danos morais, o advogado afirma que as circunstâncias agravaram o sofrimento da família, quando Leandro foi submetido a “a agonia solitária e o desamparo estatal e privado’. Na ação, é alegado que “Leandro não faleceu em um leito de hospital, cercado por sua família e com a dignidade preservada’, argumenta a defesa.

Valores – A ação é movida pela viúva, de 44 anos, e pelos dois filhos do casal, de 14 e 7 anos. O advogado pede indenização por danos morais de R$ 200 mil para cada um, o que soma R$ 600 mil.

Além desse valor, a família cobra pensão mensal. Para a viúva, o pedido corresponde a dois terços da remuneração de Leandro até que ela complete 75 anos ou até que ocorra outra causa de encerramento do benefício.

Para cada um dos filhos, a petição também pede dois terços da remuneração do pai até os 25 anos ou até a conclusão de um curso superior, prevalecendo o que ocorrer por último.

O documento soma R$ 600 mil em danos morais, mas deixa o valor do pensionamento para ser calculado posteriormente, com base na remuneração de Leandro e no período de pagamento. O valor de R$ 1 milhão é o valor atribuído inicialmente à causa, não uma indenização já definida.

Omissão – A PRF (Polícia Rodoviária Federal) não aparece como ré no processo, mas é citada na narrativa da família. A petição afirma que agentes que estavam no local não teriam prestado auxílio direto à vítima.

Em nota divulgada após o caso, a PRF negou omissão. A corporação afirmou que, quando sua equipe chegou, Leandro já era atendido por pessoas que se identificaram como profissionais de saúde e realizavam manobras de reanimação. Segundo o órgão, a intervenção dos policiais poderia interromper o procedimento.

A PRF também declarou que não seria adequado transportar Leandro em uma viatura policial, porque a remoção exigiria a suspensão das manobras. A corporação afirmou que acionou os serviços de emergência e adotou medidas para garantir a continuidade do atendimento.

Outro lado – Ainda não há contestação da Santo Show nem da Mercury Concerts juntada ao processo. As empresas foram intimadas para a audiência e terão prazo legal para apresentar defesa.

Após a morte, a Santo Show divulgou nota na qual lamentou o falecimento e afirmou que Leandro recebeu atendimento das equipes de emergência, com apoio do Corpo de Bombeiros e das forças de segurança. A empresa também declarou que o evento contava com estrutura médica compatível com o porte da operação e unidades de suporte avançado.

Em outra manifestação, a produtora negou falta de planejamento e atribuiu o congestionamento às limitações da BR-262 e da infraestrutura de Campo Grande para receber um evento com aproximadamente 35 mil pessoas. A PRF, por outro lado, apontou falhas no acesso aos estacionamentos, demora na leitura de códigos dos ingressos, sinalização insuficiente e atraso na abertura das áreas destinadas aos veículos.

A reportagem entrou em contato com a Santo Show e com a Mercury Concerts para solicitar posicionamento sobre a ação. O espaço permanece aberto para manifestação.

Triplo acidente deixa mortos na rodovia

0

Um acidente entre uma carreta, uma caminhoneta e uma ambulância deixou pelo menos duas pessoas mortas e outras quatro feridas na noite desta terça-feira, na rodovia MS-156, entre Amambai e Tacuru. A dinâmica da colisão ainda não foi esclarecida. De acordo com as informações ue chegam ao Sulnews, os números podem ser maiores e já se fala em cinco mortos e dez feridos.

Segundo informações preliminares apuradas pelo Campo Grande News, a ambulância pertence à Prefeitura de Sete Quedas e a caminhonete é de uma empresa privada. Imagens divulgadas nas redes sociais mostram os veículos destruídos às margens da rodovia.

A ambulância transportava pacientes e o caminhão envolvido no acidente estava carregado com lenha. O veículo de carga teria apresentado problemas mecânicos e permanecido parado na pista antes da colisão. Essa versão, porém, ainda não foi confirmada oficialmente pelas autoridades.

A suspeita é de que a ambulância tenha atingido a traseira do caminhão e, com o impacto, invadido a pista contrária, onde colidiu com uma Fiat Strada. A dinâmica do acidente, no entanto, será esclarecida através do Núcleo Rgional de Perícias da Delegacia Regional de Policia Civil de Ponta Porã (Policia Científica). Os corpos devem passar pelo exame de necropsia, no Instituto Médico Legal (IML) de Ponta Porã.

As duas pessoas que morreram ainda não haviam sido identificadas até a publicação da reportagem.

Os ocupantes da caminhonete foram socorridos pelo Corpo de Bombeiros e foram levados ao Hospital São Sebastião, em Tacuru, com ferimentos sem maior gravidade. Os pacientes atendidos inicialmente na unidade teriam sido transferidos em vaga zero para hospitais com maior estrutura, segundo informou a Prefeitura de Sete Quedas .

Equipes da Polícia Civil, da Polícia Científica e da Polícia Militar Rodoviária permaneciam no local para atender a ocorrência e apurar as circunstâncias do acidente.

Fim da colheita aponta para recorde de 57,39 milhões de toneladas de milho

0

Mato Grosso deve colher o recorde de 57,39 milhões de toneladas de milho na safra 2025/26, crescimento de 3,53% em relação ao ciclo anterior. O volume equivale a cerca de 40% de toda a produção brasileira prevista para a temporada e confirma o estado como principal produtor nacional do cereal.

A nova estimativa foi divulgada pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), depois da consolidação da área cultivada por meio de dados de georreferenciamento. O levantamento identificou 7,43 milhões de hectares plantados, extensão 2,41% superior à da safra passada e 7,53% maior que a média dos últimos cinco anos.

Essa foi a segunda maior área já destinada ao milho em Mato Grosso, atrás apenas da registrada em 2022/23. Naquele ciclo, os preços mais favoráveis estimularam uma expansão maior do cultivo.

A produção, entretanto, será a maior da série histórica do instituto. O resultado supera em aproximadamente 1,96 milhão de toneladas o obtido na temporada anterior e fica 23,85%, ou cerca de 11 milhões de toneladas, acima da média das últimas cinco safras.

A produtividade foi estimada em 128,67 sacas por hectare, equivalente a aproximadamente 7,72 toneladas por hectare. O rendimento ficou praticamente estável em relação ao levantamento anterior, com pequeno ajuste de 0,02%.

Segundo o Imea, o desempenho foi favorecido pelas condições observadas durante o desenvolvimento das lavouras, principalmente pela distribuição das chuvas na maior parte das regiões produtoras. Mesmo em áreas plantadas fora da janela considerada ideal, o clima permitiu a manutenção de rendimentos elevados.

A revisão da produtividade também considerou os novos pesos regionais definidos após a consolidação da área. Isso significa que o instituto recalculou a participação de cada região na média estadual, com base na extensão efetivamente cultivada.

O levantamento por georreferenciamento utiliza informações espaciais para identificar e medir as lavouras. O método permite aumentar a precisão da estimativa, especialmente em um estado com grandes áreas agrícolas e forte presença do sistema de produção que combina soja e milho na mesma temporada.

Até 31 de julho, a colheita havia alcançado 96,77% da área estimada, avanço de 6,11 pontos percentuais em uma semana. Os trabalhos estavam 0,39 ponto percentual à frente do ritmo observado no mesmo período da safra anterior.

As áreas ainda não colhidas estavam mais dispersas. Parte dos produtores aguardava uma redução adicional da umidade dos grãos, estratégia que facilita a armazenagem e pode diminuir as despesas com secagem.

A região Sudeste apresentava o menor avanço, com 85,61% da área colhida. Mesmo assim, registrou o maior crescimento semanal, de 18,02 pontos percentuais, depois que novas lavouras atingiram o ponto adequado para a retirada do cereal.

A dimensão da safra mato-grossense fica mais evidente quando comparada à produção nacional. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima que o Brasil colherá 141,73 milhões de toneladas de milho em 2025/26. Embora os dois levantamentos adotem metodologias próprias, o volume calculado pelo Imea para Mato Grosso corresponde a aproximadamente 40,5% desse total.

O milho nacional ocupa uma área estimada em 22,62 milhões de hectares. Isso significa que Mato Grosso concentra perto de um terço da área brasileira, mas entrega uma parcela superior da produção graças à escala e à produtividade de suas lavouras.

Leia Também: Agronegócio e energias renováveis alavancam PIB e emprego no Piauí

O crescimento da oferta movimenta uma cadeia que vai além da propriedade. O cereal abastece as fábricas de ração, a produção de aves, suínos, bovinos e peixes, as usinas de etanol de milho e as empresas responsáveis pelo armazenamento, transporte e comercialização.

A expansão das usinas de etanol em Mato Grosso também criou uma alternativa de consumo próxima às regiões produtoras. Além do biocombustível, o processamento gera ingredientes utilizados na alimentação animal, aumentando a integração entre produção de grãos, pecuária e agroindústria.

Em junho, 51,41% da safra estadual já estava comercializada, segundo o Imea. O preço médio dos negócios realizados para o ciclo ficou em R$ 43,10 por saca, referência que varia conforme a região, o prazo de entrega, o custo do frete e as condições de armazenagem.

Com quase metade do volume ainda disponível naquele momento, a capacidade de guardar o milho e escolher o período de venda ganha importância. Produtores com acesso a armazéns próprios ou contratos de entrega conseguem reduzir a necessidade de comercializar uma parcela maior justamente durante o pico da colheita.

A safra recorde amplia a oferta para o mercado interno e para as vendas ao exterior, mas também exige mais silos, caminhões, ferrovias e capacidade industrial. O desafio agora é transformar as 57,39 milhões de toneladas em maior circulação de renda, agregação de valor e oportunidades para o produtor rural e para as demais atividades ligadas ao milho.

Fonte: Pensar Agro