sábado, setembro 25, 2021

Chance de golpe é zero, diz Bolsonaro em entrevista

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01/06/2021 REUTERS/Ueslei Marcelino

BRASÍLIA (Reuters) – O presidente Jair Bolsonaro afirmou, em entrevista à revista Veja publicada nesta sexta-feira, que é “zero” o risco de uma iniciativa de golpe de Estado para se manter no poder e garantiu que as eleições aconteceram normalmente, mas reconheceu que parte dos seus apoiadores esperava uma ação dele.

“Daqui pra lá, a chance de um golpe é zero. De lá pra cá, a gente vê que sempre existe essa possibilidade”, disse o presidente à Veja. Em seguida, perguntado, diz que o “de lá para cá” se refere a uma possível ação da oposição contra ele e relaciona pedidos de impeachment a uma tentativa de golpe.

“Existem 100 pedidos de impeachment dentro do Congresso”, disse. “Agora, eu te pergunto: qual é a acusação contra mim? O que eu deixei, em que eu me omiti? O que eu deixei de fazer? Então, não tem cabimento uma questão dessas.”

Bolsonaro admitiu que seus apoiadores esperavam uma ação radical da parte dele, e que foi cobrado por isso.

“Esperavam que eu fosse chutar o pau da barraca. Você imagina o problema que seria chutar o pau da barraca”, disse. “Mas em São Paulo, quando eu falei em negociar, eu senti um bafo na cara. Extrapolei em algumas coisas que falei, mas tudo bem”.

Perguntado sobre o que seria “chutar o pau da barraca”, admitiu que apoiadores o pressionavam por medidas não democráticas.

“Queriam que eu fizesse algo fora das quatro linhas. E nós temos instrumentos dentro das quatro linhas para conduzir o Brasil. Agora todo mundo tem que estar dentro das quatro linhas. O jogo é de futebol, não é de basquetebol. Não vou mais entrar em detalhes porque quanto mais pacificar melhor”, afirmou.

Em discurso a apoiadores durante ato na Avenida Paulista por ocasião do 7 de setembro, Bolsonaro fez ataques ao Supremo Tribunal Federal (STF) e ameaçou descumprir ordens judiciais, mas dias depois divulgou uma Declaração à Nação, preparada com ajuda do ex-presidente Michel Temer, em que recuou das ameaças — o que foi criticado por bolsonaristas nas redes sociais.

Bolsonaro foi ainda questionado na entrevista sobre sua desconfiança sobre as urnas eletrônicas e, apesar de no início do mês ter repetido as mesmas acusações infundadas de riscos de fraudes em uma entrevista para ativistas de extrema-direita da Alemanha, na conversa com a Veja amainou o tom.

“Olha só: vai ter eleição, não vou melar, fique tranquilo, vai ter eleição”, disse.

Em conversas com apoiadores, há cerca de dois meses –antes do projeto de voto impresso ser derrubado pela Câmara– Bolsonaro chegou a dizer, mais de uma vez, que sem a mudança no sistema eleitoral não haveria eleição.

Dessa vez, o presidente chegou até mesmo a elogiar a iniciativa do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Luís Roberto Barroso, de criar uma comissão para acompanhar o sistema de votação com as urnas eletrônicas.

“Ele tem uma portaria deles, lá, do TSE, onde tem vários setores da sociedade, onde tem as Forças Armadas, que estão participando do processo a partir de agora. As Forças Armadas têm condições de dar um bom assessoramento. Com as Forças Armadas participando, você não tem por que duvidar do voto eletrônico. As Forças Armadas vão empenhar seu nome, não tem por que duvidar. Eu até elogio o Barroso, no tocante a essa ideia — desde que as instituições participem de todas as fases do processo”, disse ainda.

Bolsonaro disse ainda que pretende ser candidato à reeleição, algo que ele tinha chegado a colocar em dúvida por mais de uma vez. Afirmou também que pretende se filiar a PP, PL ou Republicanos para concorrer, mas que tem ainda um convite do PTB.

Reportagem de Lisandra Paraguassu

Senado ou chapa com Bolsonaro? Mourão diz que decide em março

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O vice-presidente da República, Hamilton Mourão (PRTB), disse nesta sexta-feira (24) que apenas em março do próximo ano irá definir seu futuro na política. Ele não descartou a corrida ao Senado Federal nem fazer parte novamente de uma chapa com o presidente Jair Bolsonaro para concorrer à reeleição, em 2022. “Se ele precisar de mim, ele sabe que conta comigo.”

Em conversa com a imprensa, na entrada da Vice-Presidência, em Brasília, Mourão falou sobre Bolsonaro ter dito que ele seria um bom senador, mas também ter afirmado que ele não tem vivência política. “Estou satisfeito [com o que disse o presidente]”, declarou. “Sei ser milico. Não sei ser político.”

Mourão chegou a dizer que definiria seu futuro na política até o fim deste ano. Nesta sexta, ele afirmou que ainda é cedo para cravar o cargo para o qual deve concorrer nas próximas eleições. “Tem tempo ainda, vamos com calma.”

Ele também descartou uma eventual corrida ao governo do Rio de Janeiro. Segundo ele, o estado fluminense tem um histórico que exige “uma equipe muito qualificada”, “vigor e capacidade”. “É muito difícil. Eu sou velhinho. No ano que vem já vou fazer 69 anos. A carcaça pesa. O governo do Rio exige mais, não dá para afastar a espuma e ir entrando na água. Tem que mergulhar.”

Presidente em quarentena
Mourão também comentou sobre o período de isolamento do presidente Bolsonaro, depois da viagem a Nova York. Por recomendação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o chefe do Executivo e os demais integrantes da comitiva tiveram de se submeter a um período de quarentena, após o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga ter sido diagnosticado com Covid-19.

“O presidente está mundo bem, fez a posse [para o segundo mandato à frente do Ministério Público Federal (MPF)] do Aras ontem por videoconferência. Está tranquilo, sem sintomas. Acredito que deve testar amanhã e na segunda-feira ele está de volta”, declarou o vice-presidente.

Vice-presidente em viagem
Mourão também comentou sobre a viagem que fará para o Egito, Emirados Árabes Unidos (EAU) e Grécia, a partir da próxima terça-feira (28). Segundo o vice-presidente, o principal objetivo é a ida a Dubai, capital dos EAU.

“Obviamente, por limitações de aeronaves, tem de escolher onde fazer pernoite. Colocamos o Egito [no trajeto], pela liderança que o país exerce no mundo árabe, pela relação com o brasil, e nós temos alguns assuntos pendentes que vamos conversar. E a própria questão da Grécia, que e a porta de entrada para a União Europeia. Por isso selecionamos isso aí.”

Ele deve ficar dois dias no Egito, de onde seguirá para os Emirados, a fim de participar de uma feira de participar de uma feira de tecnologia e inovação. No dia 5 de setembro, ele parte para a Europa. O retorno ao Brasil está previsto para o dia seguinte.

CPI da Covid
Perguntado sobre o bate-boca entre os senadores Renan Calheiros (MDB-AL) e Jorginho Mello (PL-SC), durante sessão da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid-19, Mourão afirmou que o episódio foi “lamentável”.

“Quando a pessoa que está sendo perguntada não responde, os senadores começam a se exasperar perder a paciencia, e aí termina por descambar muitas vezes com ofensas, às vezes à pessoa que está sendo arguida, às vezes aos próprios senadores. Fica um espetáculo ruim para o restante do país”, disse.

‘Estou dilacerada’, diz mãe que tentou salvar a filha que morreu afogada

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A alegria e determinação foram as marcas deixadas por Pamela Darlan Camargo Sousa, de 20 anos. A garota de sorriso fácil e de grandes amigos morreu após se afogar em um rio, na cidade de Chapadão do Céu (GO). A mãe, Katiucia Pereira Camargo, que viu três filhos se afogarem nesse dia, falou dos últimos momentos com a filha. “Quando percebi que estavam se afogando, peguei um pau e joguei”, lembra.

Em entrevista ao Campo Grande News, a cozinheira contou que a viagem foi planejada por dois meses após mãe e filha descobrirem que tirariam férias no mesmo mês. “Nós estávamos visitando meu filho que mora no Goiás, uma viagem planejada há dois meses, ela falou que iria tirar férias em setembro e eu também saía de férias nesse mês”.

A família moradora em Campo Grande chegou em Chapadão do Céu na segunda-feira, dia 20. Na quarta-feira, dia 22, foram ao rio que fica a 14km da cidade. “Você já viu alguém ir para o rio maquiada? Ela foi. Também estava de biquíni novo, alegre e satisfeita”, lembra.

Ao seguirem, o irmão mais velho explicou que elas desceriam um barranco. “Meu filho falou que tínhamos que descer um barranco, descemos com todo cuidado. Lá embaixo tinha uma areia branca, que parecia uma prainha”, descreve.

Já próximo ao rio, Katiucia conta que foi passar repelente no neto, um bebê de um mês, quando viu Pamela passando. “Ela passou por mim parecendo uma bala, toda emperiquitada, enrolada na canga. Só escutei o barulho dela entrando no rio e minha filha sumiu. De repente, minha nora falou ‘sogra eles estão se afogando’, foi aí que vi meu filho dando sinal com os braços”, diz.

Ao ver os três filhos se afogando, ela tentou ajudar. “Quando eu entendi que eles estavam se afogando, peguei um pau e joguei para a Laura. Então, vi o Matheus subindo e descendo na água e a Pamela de costas. O jeito que ela se jogou na água ela ficou”, explica a mãe.

Pamela foi localizada depois de aproximadamente dez minutos e ainda tinha pulso. “Tentaram reanimar e nada. Ainda tinha pulso, mas a cabeça não respondia”, disse. A mãe não acredita que a filha tenha se afogado. “Não foi afogamento, depois que tiraram, ela estava roxa, orelhas, boca. A pulseira e gargantilha, quando tirei, ficou a marca. Acho que foi congestão ou infarto”.

Pamela completou 20 anos no último dia 3 de setembro, a terceira filha de cinco irmãos. A jovem trabalhava em uma lotérica e havia começado como jovem aprendiz na Caixa. “Jogava na loteria todo dia, queria ser rica”.

A mãe, ainda sem acreditar, descreve com os mínimos detalhes, a filha “espontânea, alegre e trabalhadora”. Katiucia acompanhava os sonhos da filha, que queria fazer faculdade de nutrição. “Estou dilacerada”, completa.

Velório – Durante a despedida na manhã desta sexta-feira (24), amigos e familiares homenagearam Pamela ao som da canção “como é grande o meu amor por você”. Os amigos contaram que o jeito extrovertido e a maneira com que levava a vida, chamava atenção.

“Sempre maquiada, educada, extrovertida, meiga, simpática, chegava lá em casa falando ‘oi, tia’. Tinha ela como uma filha, era muito carinhosa comigo”, lamenta a costureira Conceição Lima, de 52 anos.

Conceição é mãe de um dos amigos de Pamela. “Se conheceram quando faziam curso de menor aprendiz juntos. Eles se reuniam sempre na minha casa, saíam juntos”, conta.

O amigo, auxiliar administrativo Kayque Alexandre Lima Castro, de 18 anos, conheceu Pamela em 2018. Eles também fizeram curso juntos. “Ficamos bem amigos, saíamos direto. Na saída do curso, sempre ia na Praça do Peixe, tomava sorvete na Bom Pastor e fazia aula de Zumba na Praça, era muito divertido”.

Kayque descreve Pamela como uma menina alegre, de pulso firme. “Não era fácil de convencer, ela era sincera demais e eu adorava isso nela. Amiga que não passava pano. Se fizesse algo errado, ela falava na nossa cara. Fazia amizade muito rápido, mas quando não gostava, se esquivava. Bondosa demais, amava plantas e onde passava queria uma mudinha”, brinca.

Com a voz embargada, Kayque revela que ficou devendo um passeio para a amiga. “Fiquei devendo um passeio para a minha amiga. A alegria dela vai fazer muita falta, eu sempre podia contar com ela”.

A auxiliar de secretária, Evelin Cristina Camargos Oliveira, de 20 anos, também fez curso com Pamela. “Sempre parceira, uma menina de luz, nunca estava para baixo. Também era bem madura, sempre aconselhava a gente.  Eu gostava de tudo nela e sempre será a minha maior lembrança”, finaliza.

Pamella, em uma das fotos no Facebook. (Foto: Divulgação / Facebook)

Mãe e filho morrem em rio de MS após acidente com embarcação

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Na manhã desta sexta-feira (24), Cilmar Maria de Souza, de 56 anos, e a mãe Francisca Pinheiro de Souza, de 76 anos, morreram em um acidente de barco no Rio Taquari, em Coxim, a 253 quilômetros de Campo Grande. Uma das vítimas chegou a ficar desaparecida nas águas.

Segundo a Polícia Civil, o Corpo de Bombeiros foi acionado para ir ao local, onde ocorreu o acidente com o barco a motor. Inicialmente, uma das vítimas já tinha sido encontrada e a outra estava desaparecida nas águas.

No entanto, os corpos da mãe e do filho foram localizados. Ainda não há informações das causas do acidente e Perícia também foi acionada. O caso é investigado como morte a esclarecer.

Sem Daniel Alves e com cinco que atuam no Brasil, Tite convoca seleção para rodada tripla das Eliminatórias; veja lista

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O técnico Tite convocou nesta sexta-feira a seleção brasileira para as partidas contra Venezuela, Colômbia e Uruguai, pelas eliminatórias da Copa do Mundo do Qatar. Os principais destaques foram as chamadas de Antony e Raphinha — que não pôde se juntar à equipe na última convocação por restrições relativas à quarentena e Covid-19 impostas pelos clubes da Premier League.

Os clubes ingleses foram uma das pautas da convocação. Perguntados sobre a possibilidade de contar com os atletas que atuam no país, incluídos normalmente na lista, o coordenador técnico Juninho Paulista mostrou otimismo na liberação após reuniões entre Fifa, governo britânico e Premier League.

A gente confia que na próxima semana vai haver uma solução positiva para esses casos.

A convocação não incluiu Daniel Alves. Ainda buscando um novo clube após deixar o São Paulo, o lateral-direito ganhou elogios de Tite, que disse torcer pelo jogador para que ele cresça na concorrência com nomes como Gabriel Menino, Vanderson (Grêmio) e Fagner, entre outros.

— Tive um contato com o Dani por mensagem, não vou dizer o que é, mas é uma torcida para que ele encontre o seu melhor caminho.

Dos 25 jogadores convocados, cinco atuam no futebol brasileiro: Weverton (Palmeiras), Guilherme Arana (Atlético Mineiro), Edenílson (Internacional), Everton Ribeiro (Flamengo) e Gabigol (Flamengo).

O Brasil inicia a data Fifa contra os Venezuelanos no próximo dia 7 (quinta-feira), em Caracas. Três dias depois, vai a Barranquilla enfrentar a Colômbia. O clássico contra o Uruguai encerra o calendário no dia 14, em Manaus. Foram chamados 25 jogadores.

O Brasil lidera as eliminatórias com 100% de aproveitamento. São oito vitórias em oito jogos, com seis pontos de vantagem sobre a vice-líder Argentina.

Goleiros

Alisson (Liverpool)

Ederson (Manchester City)

Weverton (Palmeiras)

Laterais

Danilo (Juventus)

Emerson Royal (Tottenham)

Alex Sandro (Juventus)

Guilherme Arana (Atlético Mineiro)

Zagueiros

Eder Militão (Real Madrid)

Lucas Veríssimo (Benfica)

Marquinhos (PSG)

Thiago Silva (Chelsea)

Meias

Casemiro (Real Madrid)

Edenílson (Internacional)

Everton Ribeiro (Flamengo)

Fabinho (Liverpool)

Fred (Manchester United)

Gerson (Oympique de Marselha)

Lucas Paquetá (Lyon)

Atacantes

Antony (Ajax)

Gabigol (Flamengo)

Gabriel Jesus (Manchester City)

Matheus Cunha (Atlético de Madrid)

Neymar (PSG)

Raphinha (Leeds)

Vinícius Júnior (Real Madrid)

Alemanha a dois dias das eleições mais concorridas dos últimos anos

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Os alemães vão às urnas no próximo domingo (26.set) para escolher o sucessor da chanceler Angela Merkel. As questões ambiental e climática marcam os debates da camoanha eleitoral mais concorrida dos últimos anos. As pesquisas indicam vitória do SPF, de Olaf Schlz.

 

Democratas cristãos e sociais-democratas parecem não se entender e procuram aliados.  Os Verdes aparecem como boa solução, nos dois casos, mas ainda não se sabe quem será o terceiro partido a fazer parte do governo.

Sete partidos têm representação parlamentar. A Alemanha tem uma espécie de cláusula de barreira sobre a entrada na câmara de debates, e os partidos precisam atingir 5% dos votos para evitar que partidos extremistas, por exemplo, consigam eleger parlamentares.

Angela Merkel deixa um legado para o sucessor depois de 4 mandatos iniciados em novembro de 2005. Sua principal característica foi defender a União Europeia e manter a comunidade forte nas relações com o mundo. Merkel foi uma das grandes opositoras do Brexit do Reino Unido. Nos últimos anos, se destacou também como a verdadeira líder da Europa. Ela foi por nove anos nomeada a mulher mais poderosa do mundo pela Revista Forbes.

Especialistas apontam que a França vai surgir, ainda que temporariamente, como “sucessora” natural até que a situação se reorganize na Alemanha, uma missão para o sucessor de Merkel, que no caso de Scholz será natural e com continuidade.

Ela tem posições de centro em relação a temas importantes como aborto e homossexualidade, mas tornou a Alemanha em um país que mais recebeu refugiados na Europa, brigando pela xenofobia. No entanto, a redução do desemprego — uma das suas principais bandeiras — foi prejudicada, principalmente por causa da pandemia de covid-19.

Angela Dorothea Kasner nasceu em Hamburgo de pai alemão e mãe polonesa. Em 77 casou-se com Ulrich Merkel e desde então, mesmo após o divórcio em 1982 mantém o sobrenome do ex-marido. Ela é atualmente casada com o professor Joachim Sauer. Angela não tem filhos, mas Sauer tem dois filhos já adultos do casamento anterior. Angela Merkel adora futebol e não gosta de cachorros.

Senador diz que não vai pedir desculpas a Renan por bate boca na CPI

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O senador Jorginho Mello (PL) comentou sobre o bate boca que protagonizou com o senador Renan Calheiros (MDB). Durante sessão da CPI da Covid-19 nesta nesta quinta-feira, 23, o parlamentar discutiu com o colega após o relator do colegiado dizer que o governo Bolsonaro “é corrupto”, a discussão avançou e o parlamentar do PL chamou o emedebista de “ladrão e picareta”. Em entrevista ao Jornal da Manhã, da Jovem Pan, nesta sexta-feira, Jorginho Mello disse que a situação foi um “dissabor, mas que “tudo te limite” e ressaltou que “não tem sangue de barata”. “A gente não pode se curvar e deixar passar batido ataques do Renan, um cara que não tem moral para falar com ninguém. Carregado de processos, ficha suja”, disse o parlamentar, que não deve pedir desculpas ao colega. “Não falei com Renan, falo muito pouco, não faço questão, não pedi desculpas e não vou pedir. […] Não me arrependo do que disse ontem [quinta]. Não tenho admiração ou apreço pelo Renan”, completou.

Ao fazer uma análise sobre os trabalhos da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), Jorginho Mello ponderou que o colegiado está fazendo um trabalho parcial, já que não avançou nas investigações sobre os possíveis desvios de verbas ocorridos em Estados e municípios durante a pandemia. “CPI poderia prestar um serviço muito melhor se investigasse o caminho do dinheiro”, defendeu. Na visão do senador, as discussões no colegiado mostram que é preciso um rigor maior. “Cadê os órgãos de controle, isso é uma feira?”, questionou Mello, que continuou falando sobre o tema. “[O relatório] vai para o Ministério Público, a Procuradoria-Geral da República vai avaliar e processar quem tiver que processar. Quem tiver alguma coisa errada que se vire, não vou botar a mão na cabeça de ninguém. […] Tem que punir, tem que investigar por quem é competente para investigar desapaixonadamente. Não estou lá para proteger ninguém. Estou na CPI para cumprir missão de punir quem tiver que punir, com verdade e seriedade.”

Governo zera alíquotas de tributos incidentes na importação de milho

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O presidente Jair Bolsonaro editou uma Medida Provisória (MP) que zera, até 31 de dezembro, os tributos sobre a importação do milho. O texto foi publicado hoje (23) no Diário Oficial da União e, como tem força de lei, já está em vigor.

A medida atinge a alíquota da Contribuição para os Programas de Integração Social e de Formação do Patrimônio do Servidor Público (PIS/Pasep) e a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins). A renúncia do PIS/Cofins incidente na importação de milho terá um impacto de R$ 66,47 milhões em 2021.

De acordo com a Presidência, a medida é necessária para aumentar a importação do grão devido à escassez no mercado interno, “em razão de problemas climáticos, atrasos na colheita de verão e na semeadura da segunda safra e, ainda, pelos baixos níveis de estoque”. O milho é insumo agrícola importante, especialmente na agroindústria, em setores como a avicultura e a suinocultura.

Aumento compensa perda

A perda nessa arrecadação será compensada com o aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), promovido pelo governo na semana passada e que entrou em vigor na segunda-feira (20). Para as pessoas físicas a alíquota passa de 3% ao ano (diária de 0,0082%) para 4,08% ao ano (diária de 0,01118%). Já para as pessoas jurídicas, a alíquota anual passa de 1,5% (atual alíquota diária de 0,0041%) para 2,04% (diária de 0,00559%). O ajuste vale até 31 de dezembro.

Os valores arrecadados com as novas alíquotas do IOF também serão utilizados para custear o Auxílio Brasil, programa social que deve substituir o Bolsa Família, e o aumento do valor da cota de importação pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

Os gastos com o novo programa acarretarão, neste ano, um acréscimo de R$ 1,62 bilhão na despesa obrigatória de caráter continuado. No caso do CNPq, a renúncia fiscal do governo chega a R$ 236,49 milhões.