O Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) de Mato Grosso do Sul fez uma ofensiva contra as facções criminosas e prendeu cinco membros de “alta periculosidade” do Primeiro Comando da Capital (PCC) em Campo Grande, quase uma semana depois de Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, classificar a organização como terrorista.
Ontem as equipes da Polícia Militar e do Bope atuaram em conjunto para deflagrar a Operação Malleus em três municípios, Campo Grande, Água Clara e Corumbá.
De acordo com informações repassadas pelo tenente-coronel Rigoberto Rocha Silva durante coletiva de imprensa, a ação resultou em cinco prisões, todos os alvos com reincidência de crimes hediondos.
Tenente-coronel Rigoberto Rocha Silva, comandante do Bope, explicou em coletiva a operação contra membros do PCC no Estado – Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado
Erasmo Venâncio Barbosa é o preso com maior acúmulo de crimes. Nas suas “costas” estão passagens como estupro de vulnerável, violência doméstica, tráfico de drogas e associação de duas ou mais pessoas com o tráfico.
Na sequência, Rafael Henrique Ruiz de Souza é suspeito de homicídio simples, lesão corporal dolosa, roubo, tráfico de drogas e promover, constituir, financiar ou integrar organização criminosa, único crime cometido por outro alvo, Rafael Macedo de Souza.
Por fim, aparecem duas mulheres entre os mandados de prisão. Rafaela Costa dos Santos é suspeita de vender, fornecer (ainda que de graça), servir, ministrar ou entregar bebidas alcoólicas ou produtos que podem causar dependência química ou psíquica a crianças ou adolescentes, além de integrar o PCC.
Já Kethleen Novaes de Souza esteve envolvida com o tráfico de drogas.
“Lógico que a gente dá uma atenção a esse integrante que se diz de organização criminosa, mas o que a gente apura, na realidade, é que são desorganizados, descapitalizados, e que aqui o Estado não impera, e se depender da polícia militar e do Bope, não vão imperar”, afirma o comandante da instituição.
O tenente-coronel não detalhou qual era a função de cada alvo dentro da facção criminosa, mas afirmou que os presos vão “desde esposa de criminoso, que de uma forma ou outra se envolveu, até elemento que realmente fazia parte de alguma função-chave dessa organização”.
Rocha disse que os passos seguintes da operação devem acontecer nos próximos dias, com mandados de prisão sendo cumpridos até em outros estados, em cooperação com outras forças policiais.
Ainda de acordo com o comandante, o Bope cumpriu 1.837 mandados de prisão somente este ano em Mato Grosso do Sul.
“É importante ressaltar que essa operação do Bope é uma ação que acontece de tempos em tempos, é algo da nossa rotina. Nós estamos empenhados no combate dessas facções. Ainda continuamos com alguns pontos e alguns autos em andamento”, afirmou o tenente-coronel.
Esta é a segunda operação de forças policiais do Estado contra facções, em abril o Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Banco, Assalto e Sequestro (Garras) realizou uma ação em Coxim.



