Grávida de gêmeos fica com bebê sete dias morto na barriga e descobre apenas no parto

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A família de uma jovem de 18 anos procurou à polícia nesta quinta-feira (31), após a gestante ficar com um bebê morto durante cerca de sete dias na barriga da mãe. Ela estava grávida de gêmeos e a morte só foi constatada após o parto, por isso a família desconfia de negligência ou erro médico. O caso ocorreu em Aparecida do Taboado.

Segundo o boletim de ocorrência, registrado pelo avô da vítima, a jovem estava grávida de gêmeos com aproximadamente 39 semanas de gestação, no entanto, desde o dia 16 de maio começou a sentir fortes dores. Por causa disso, a família teria levado a gestante até o Pronto-Socorro da cidade para receber atendimento médico.

A grávida permaneceu internada por aproximadamente quatro ou cinco dias, recebendo alta pela explicação médica de que estava tudo bem e poderia ir para casa, pois não era o momento para fazer a cesária. Passado alguns dias, a gestante novamente passou mal, sentido dores na abdominais e foi encaminhada para o pronto-socorro local, ocasião em que foi medicada somente com soro, sendo liberada no começo da noite.

Segundo o comunicante, sua filha foi encaminhada para a Santa Casa de Aparecida do Taboado por aproximadamente três vezes após o dia 16 de maio, sendo que em todas as vezes sentia dores abdominais e, quando era atendida, era medicada somente com soro e liberada após algumas horas, sendo informada de que não era nada demais.

Ocorre que, ontem, por volta das 15 horas, novamente a gestante foi levada para a Santa Casa com dores abdominais e lá foi internada sob observação, sendo informada de que se a dor aumentasse, o pessoal do hospital iria buscar um obstetra na cidade de Santa Fé do Sul (SP), cidade que faz divisa com Aparecida do Taboado.

A jovem informou que as dores não se agravaram e assim, então hoje ela foi submetida a uma cirurgia cesariana para retirada dos gêmeos. Após o parto, o médico que realizou a cirurgia informou que um dos gêmeos nasceu morto (natimorto), possivelmente já estando morto há pelo menos sete dias pelo fato de estar muito pequeno e o cordão umbilical se apresentar de cor roxa, enquanto o outro estava com vida e saudável.

Diante das circunstâncias, o avô das crianças achou os procedimentos adotados pelo hospital muito estranhos e procurou a polícia.

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