Pena de morte está longe da unanimidade entre políticos de MS

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A implantação da pena de morte no Brasil é uma das questões polêmicas que sempre ressurgem no período eleitoral. A classe política de Mato Grosso do Sul se divide nos posicionamentos sobre a pena capital como castigo para crimes cometidos no país.

A deputada estadual Mara Caseiro (PSDB) é categórica em se posicionar pela pena de morte para crimes hediondos.  “Sou favorável para esses crimes hediondos, onde você vê que a pessoa não tem o mínimo de sentimento. Tem caso que não tem jeito. Como o Maníaco da Cruz, como você vai recuperar uma pessoa dessa?”, disse em referência ao adolescente que matou diversas pessoas em MS.

O ex-comandante geral da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul e ex-deputado estadual Coronel David (PSC) também é favorável à morte como sentença para alguns crimes. “Até por conta da minha vivência em segurança pública. Não adianta vir com discurso de filósofo que só fica na teoria da segurança pública e pouco conhece da realidade. Posso falar com tranquilidade, dependendo de alguns crimes, sou favorável. Por exemplo, esses criminosos que decapitam as cabeças dos adversários do crime organizado. Eles demonstram, pelas ações nefastas e bárbaras, que não serão recuperados. A prisão não fará que essas pessoas se recuperem. São verdadeiros monstros. Certamente, para essas pessoas, defendo a pena de morte”, declarou.

O deputado estadual Cabo Almi (PT) e o deputado estadual José Carlos Barbosa (PSB) são contrários à pena capital, mas favoráveis à prisão perpétua para crimes hediondos. Barbosinha foi secretário de Justiça e Segurança Pública e defendeu que alguns criminosos não têm mais condições de viver em sociedade. “Sou contra a pena de morte, pois sou católico, mas diante de criminosos que cometem barbaridades, eles têm que ficar presos, bem longe das pessoas”, completou.

Cabo Almi é favorável pelo endurecimento da legislação, mas é contra a pena de morte. “É necessário prisão perpétua para crimes hediondos, mas pena de morte é demais. Imagina se condenamos um inocente? Prisão perpétua ainda cabe recurso. Pode descobrir erros no processo, nas oitivas, pelas testemunhas. Se matar um cara inocente, não tem volta”, disse.

O senador Pedro Chaves (PSC) se colocou contra a pena de morte. “O problema da pena de morte é que o julgamento precisa ser muito justo. Mas com o histórico que a Justiça brasileira tem. A questão da educação e os problemas sociais são complicadores. Precisamos de uma educação de qualidade. Na verdade usar extremos não é a solução. Tirar a vida de alguém é muito”, disse.

O deputado estadual Paulo Siufi (MDB) destacou que, pelos seus princípios religiosos, é contrário à pena de morte, mas destacou que é uma questão complicada. “A gente sabe que às vezes é fácil falar. A gente é contra quando é na família dos outros. Mas e se acontecer com a minha? Se minha família for vítima de um crime hediondo como um estupro ou um assassinato? Será que eu vou continuar sendo contra?”, finalizo