PM preso pela PF ganhava R$ 10 mil, mas ostentava vida de luxo nas redes sociais

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Subtentente da Polícia Militar, Silvio César Molina Azevedo, preso hoje durante operação da Polícia Federal por chefiar quadrilha que abastecia facções criminosas, como o Primeiro Comando da Capital (PCC), ostentava, junto com a família, vida de luxo nas redes sociais. O modo de vida de alto padrão da família foi, inclusive, o que levantou suspeitas da polícia. Além de Molina, 20 outras pessoas foram presas na Operação “Laços de Família”.

Conforme a Polícia Federal, os integrantes da família tinham salários oficiais normais, mas levavam vida de luxo. Conforme dados do Portal da Transparência do Governo do Estado, o salário atual de Molina na Polícia Militar é de R$ 10.145,40.

Apesar de ganhar esse valor, o policial tinha, conforme publicações próprias em sua rede social, uma Ferrari, que no mercado brasileiro pode chegar a custar até R$ 4 milhões, além de um jet ski, lancha e um helicóptero.

O policial também era proprietário de uma caminhonete avaliada em R$ 500 mil e uma moto Honda Hornet, com custo médio de R$ 30 mil.

Além dos bens, nos perfis da e esposa, também eram frequentes postagens de viagens, inclusive internacionais, como Paris, na França e Disney, em Orlando. Em 2015, a filha do policial se casou em uma cerimônia e festa suntuosa. A jovem chegou na igreja em uma limusine e a festa contou com dj’s e decoração de alto padrão.

Segundo a PF, essa forma luxuosa que os integrantes viviam em uma cidade de 18 mil habitantes chamou a atenção e motivou as investigações.

OPERAÇÃO

Na manhã de hoje, Polícia Federal cumpriu 21 dos 22 mandados de prisão expedidos pela Justiça. De acordo com o delegado Nilson Zocaratto, de Naviraí e responsável pelas investigações, foram 15 presos em Mato Grosso do Sul e o restante nas cidades de Aparecida de Goiás (GO), Astorga (PR) e Presidente Bernardes (SP).

Dos 15 presos no Estado, sete vão para o Presídio Federal, por conta da periculosidade, um para o presídio militar e o restante para o Presídio Estadual. Ao todo, além das prisões, 25 imóveis foram sequestrados, sete helicópteros, 136 veículos e 27 toneladas de maconha foram apreendidas.

Durante coletiva de imprensa, o delegado ainda explicou a forma de ação da quadrilha. Eles puxavam a droga do Paraguai por vias terrestres, geralmente em caminhões, escondiam em propriedades rurais da região Conesul e passavam para todo país. Os pagamentos eram em dinheiro e algumas ocasiões, em jóias, pois uma das empresas de fachada era uma loja de bijuterias. “Uma das ocasiões a gente flagrou uma entrega que seria feita de helicóptero que só em joias eram R$ 80 mil e mais R$ 300 mil em espécie”, explicou Zocaratto.

Participaram dos trabalhos 211 policiais da Polícia Federal no cumprimento de 35 mandados de busca e apreensão, 22 de prisão, apreensão de 136 veículos e 25 imóveis, além de sete helicópteros, entre os quais está aquele utilizado na morte de Gegê do Mangue e de Paca, no Ceará, em fevereiro deste ano.

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