Temporal após período de seca assusta e deixa rastro de destruição em Campo Grande

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A primeira grande chuva depois de mais de um mês de estiagem em Campo Grande foi rápida, mas os ventos que ultrapassaram os 60 quilômetros por hora e o granizo foram responsáveis por estragos em várias regiões da cidade. Do Centro ao Jardim Noroeste, os danos assustaram moradores e causaram prejuízos.

De acordo com a estação meteorológica Uniderp Anhanguera, o bairro que teve chuvas por mais tempo foi o Aero Rancho, com 24 minutos de pancadas que somaram 11,3 milímetros. Nas regiões dos bairros Cabreúva (7,8 mm) e Escola Municipal Bernardo Franco Baís (10,4 mm) também houve grande volume de chuva.

Os ventos chegaram a 64,1 quilômetros por hora por volta das 12h50, horário de pico do temporal que marcou a terça-feira do campo-grandense com estragos.

A previsão é que a quarta-feira (16) continue chuvosa na Capital e que a temperatura máxima fique em 26ºC. As pancadas só devem diminuir de intensidade na próxima segunda-feira (21).

Estragos

Na região central, placas de publicidade e galhos de árvores ficaram espalhadas. O trânsito em vários pontos da cidade ficou congestionado e os motoristas precisaram de atenção redobrada.

No bairro Aero Rancho, os ventos derrubaram muro sobre um pedreiro de 38 anos. O Corpo de Bombeiros precisou ser acionado e socorreu o homem com ferimentos pelo corpo. No mesmo bairro, alagamentos foram registrados.

Destelhamento de casas e queda de árvores também causaram prejuízos nos bairros São Conrado, Jardim Noroeste, Vila Carlota, Residencial Flores. O muro do cemitério Santo Amaro não suportou a força do vento e cedeu, sem deixar feridos.

Duas comunidades localizadas no Jardim Noroeste, a do Linhão e Estrela da Manhã tiveram problemas mais graves nos barracos. Na Estrela da Manhã onde vivem vários indígenas, um dos barracos desabou, mas ninguém se feriu. A reportagem tentou contato com a Defesa Civil para mais detalhes sobre os atendimentos desta tarde, mas não obteve retorno.